sexta-feira, 20 de março de 2015

Com Poemas Feitos de Vento

 

Com poemas feitos de vento,
parti.

Nas malas feitas de nada
levei tão somente o que era meu: palavras,
só palavras,
e restos de coisas que um dia foram sonhos – tantos sonhos, e estilhaços…

Estilhaços de uma esperança que já me fizera voar.

Ah, e voei. Tão alto como as nuvens,
tão livre como o ar, tão solta quanto pude ser…

E fui – sempre mais eu.
Como só eu soube ser: a coragem de quem voa
sem medo de pousar numa nuvem,
e tocar o chão, sempre que o coração precisou de adormecer.

E adormeci, com os meus pensamentos livres, ao vento.
Tão livres como os desejos,
e como o luar que me fez companhia pelas madrugadas que

passei a escrever palavras e
reencontros sucessivos entre o meu pensamento,
o pulsar inquieto que me bate no peito, e a minha solidão.

 

*

 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Gosto, e pronto

 

Gosto de ti. Não sei que raio de coisa é esta, mas gosto de ti. Não acordei hoje e pensei: Gosto de ti. Não. Não foi nada disso que aconteceu. Eu nem sei que raio aconteceu. Tenho cá p'ra mim que não aconteceu mais nada para além de descobrir que gosto de ti. Ou pelo menos, admitir que gosto de ti. Gosto de ti. É tudo. Gosto de ti e não sei que diga, não sei que faça. E por isso, não digo nada. Não faço nada. Mas, gosto de ti. Não é que isto de gostar de ti seja coisa que eu goste. Ou se calhar, até gosto. Porque gosto. Gosto de gostar de ti. Gosto de gostar assim e nem saber que raio é isto de gostar de ti e, como é que me aconteceu. Não sei o que aconteceu, porém gosto de ti. É estranho gostar de ti. Nem devia de gostar de ti, eu sei. Mas gosto… Paciência. E, o que posso eu fazer? Não sei que faça. E como gosto de gostar de ti, limito-me a gostar de ti e, não faço mais nada. Gosto e pronto. Valha este gostar o que valer. Seja este gostar aquilo que for. Pronto. Gosto, e pronto. Não sei se serve de alguma coisa gostar de gostar de ti. Porque não sei se gostar de ti serve de alguma coisa. Mas ainda assim, mesmo não sabendo se serve de alguma coisa, gosto e pronto. Porque gostar talvez seja estar pronta para sentir e abraçar como quem gosta de gostar verdadeiramente de alguém, como eu que gosto de ti, e de gostar de ti, assim tão unicamente, porque és tu, só por seres tu, e pronto.

 

 

*

 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Fado Lágrima, no Restaurante Adega do David

Foi assim, no Restaurante Adega do David, no dia 7 de fevereiro de 2015, a minha interpretação do fado Lágrima, acompanhada pelos guitarristas Vítor do Carmo na guitarra portuguesa e José santana na viola de fado, a quem muito agradeço o apoio e o carinho.

 

A todos os que fazem com que estas noites sejam inesquecíveis, sem citar nomes para que ninguém seja esquecido injustamente, o meu muito obrigada, de coração.

 

É verdade que me falhou a voz, porém, não me falha a paixão com que o faço!

 

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