sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Sonhar Também é um Fado -- E, Há fado neste post
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terça-feira, 16 de maio de 2017
Falei hoje de ti ao meu peito
Falei hoje de ti ao meu peito, meu bem.
Perguntei se ainda te recordava, se ainda te sentia a falta.
Mas nada me respondeu.
Lembrei-o das canções que cantavas, das flores que trazias, do cheiro da tua presença,
e até da tua ausência, quando partias, sem mim.
Dizias-me que quando a saudade me inundasse, inundava-te também,
Porque éramos um, com um só coração…
Falei ao meu peito dos teus livros cheios de histórias que líamos juntos,
e da calma que me oferecias quando me abraçavas,
dos teus dedos que entrelaçavam os meus, naquele gesto protetor que era tão teu...
Falei-lhe do cheiro do café pela manhã, que oferecíamos com um sorriso,
O desejo de boa sorte, quando havia medo de falhar,
O silêncio que dizia tudo, quando palavras não se adequavam ao nosso sentir…
Mas o meu peito remeteu-se ao silêncio.
E eu continuei - falei dos dias passados junto ao mar,
das tuas mãos que brincavam no meu cabelo – inesquecíveis, como tu,
da clareza dos teus olhos quando me observavam,
da franqueza das tuas palavras quando me pedias que voasse rumo aos meus sonhos.
E eu voava, porque tu eras o colo seguro que tinha para pousar, com um punhado de sonhos que guardavas para mim…
Falei de ti, como se te pudesse ver nem que fosse por um segundo, como se pudesse abraçar o teu abraço a qualquer momento,
numa prece muda de que não mais me deixasses assim, sem o teu peito, único,
para que o meu peito se encostasse.
E depois, as palavras não me chegaram, para falar de ti, para falar de nós…
Calei-me numa sisudez igual ao silêncio desta casa,
Na esperança de poder adormecer, para poder sonhar com o mesmo punhado de sonhos que guardavas para mim.
E, foi quando ouvi o meu peito sussurrar o teu nome,
E senti que doía-lhe a tua ausência, como me doem as palavras que ficaram numa história de amor
Que nem esta solidão, nem nada no mundo pode ou consegue apagar.
Falei de ti ao meu peito, e, chorámos…
Não por ti, nosso bem, mas pela falta que nos fazes…
Talvez porque seja sempre cedo para não tardar o momento de deixar
quem se ama, partir.
*
Ilustração musical: Carlos Silva
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sábado, 21 de novembro de 2015
Medo
Eu tenho medo.
Eu tenho medo de falhar, de perder, de chorar,
de que me vejam chorar, de sofrer,
de que me sintam sofrer.
Eu tenho medo.
Medo de sentir dor, de sentir frio,
fome, sede, solidão,
carência de outra mão na minha mão, outro abraço no meu abraço,
outro espaço que ocupe o meu espaço,
ou do espaço que me sobra
sempre que há espaço p’ra estar só. Eu tenho medo…
Eu tenho medo.
Medo de querer demais, amar demais,
dar demais, receber demais. Medo…
Tenho tanto medo do medo que sinto,
porém sinto-o e tenho medo.
Medo de acordar amanhã e não sentir medo de nada sentir.
Dar-me conta que foi o medo que me levou o medo,
e com ele tudo aquilo que um dia, por tantos e tantos dias na minha vida fez-me sonhar.
E foram tantos os dias na minha vida que sonhei…
Os mesmos dias em que o medo de não sonhar me levasse cada sonho,
cada tanto de amor que arrastei comigo convicto junto ao peito,
encostado ao coração, até ao último
grito de vida, até ao último suspiro de emoção.
*
“Porque há fados que embalam noites, dias, sentimentos e poemas, como este, ou como tantos outros por aí.”
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quarta-feira, 11 de março de 2015
Fado Lágrima, no Restaurante Adega do David
Foi assim, no Restaurante Adega do David, no dia 7 de fevereiro de 2015, a minha interpretação do fado Lágrima, acompanhada pelos guitarristas Vítor do Carmo na guitarra portuguesa e José santana na viola de fado, a quem muito agradeço o apoio e o carinho.
A todos os que fazem com que estas noites sejam inesquecíveis, sem citar nomes para que ninguém seja esquecido injustamente, o meu muito obrigada, de coração.
É verdade que me falhou a voz, porém, não me falha a paixão com que o faço!
Siga o Restaurante Adega do David no Facebook e, venha ouvir o fado!
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domingo, 20 de julho de 2014
Noite de Fados (10-05-2014) no Restaurante Adega do David
No dia 10 de maio de 2014, no restaurante Adega do David, aconteceu mais uma bonita noite de fados que, aqui no blogue relembro e também trago para vós, amigos e leitores, o vídeo.
Foi uma noite com muita alegria, convívio, muito bons sabores e, um leque variado de fadistas.
Fui convidada pelos amigos e proprietários: Manuela Cabrita e José Vicente, para esta que foi a minha segunda noite de fados. Tive o prazer de conhecer e atuar a par da fadista Alexandra Viana que é dona de uma voz fabulosa e um talento e simpatia indescritíveis.
E porque noites assim fazem-se com bons sabores, bom ambiente, e com um leque de fadistas variado, como podemos ver no vídeo, gostaria de dizer que, esta é mais uma noite para recordar e, repetir sempre que possível!
Todos os fadistas foram acompanhados pelos guitarristas: Albino Gonçalves na guitarra portuguesa e, Adelino Carreira na viola de fado.
Aos dois, o meu muito obrigada por cada dica, cada fado escolhido e sugerido, cada vitória alcançada.
O vídeo foi realizado e produzido por Artur Costa Pereira, a quem muito agradeço a dedicação, presença e o trabalho que teve!
Como sempre, toda a parte da roupa e visual é da responsabilidade da minha mãe, Carla Gomes, a quem não posso deixar de agradecer o carinho com que o faz e toda a ternurenta vaidade que tem comigo e com o que faço.
Aos proprietários: Manuela Cabrita e José Vicente, responsáveis pelos mais deliciosos sabores, bom ambiente e simpático staff, mais uma vez agradeço o convite e a aposta em mim!
Noite de fados, no dia 10-05-2014, no Restaurante Adega do David
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domingo, 22 de junho de 2014
Saudade Silêncio e Sombra - No Restaurant Adega do David
No passado sábado, 14 de junho de 2014, interpretei entre outros fados, o fado Saudade Silêncio e Sombra, originalmente da fadista Teresa Tarouca, nesta que foi a minha terceira participação em mais uma memorável noite de fados no Restaurante Adega do David.
Uma vez por mês este espaço abre as portas ao fado e, proporciona aos visitantes, clientes e amigos, momentos de harmonia entre deliciosos sabores, ambiente acolhedor e muito agradável e, claro está, bom fado!
Esta noite contou com a principal presença da fadista Adriana Marques, que com a sua linda voz e uma alma toda de fado abrilhantou maravilhosamente a noite.
Na guitarra portuguesa esteve Albino Gonçalves e na viola de fado, Adelino carreira.
Se evoluo atuação após atuação, muito se deve a estes dois senhores e excelentes guitarristas, a quem palavras não tenho para agradecer e, por isso, canto o fado!
E se posso sentir uma enorme alegria em estar e ser recebida com tanto carinho nesta que foi a minha terceira noite de fados, muito o agradeço aos proprietários do Restaurante Adega do David e meus estimados amigos, Nela Cabrita e José vicente, que me têm convidado e acreditado em mim.
A todos os que têm feito e fornecido registos em vídeo áudio e foto, os meus maiores e mais sinceros agradecimentos.
E os meus agradecimentos também vão para a minha mãe que, com muito carinho e orgulho têm pensado e escolhido toda a roupa e acessórios para cada evento.
Às minhas amigas especiais que me brindam sempre com muito amor, e com todo o apoio, só lhes posso dizer que: ter a vossa amizade é um fado tão bonito que não se esquece. Obrigada!
Saudade, é um grito de silêncio e, uma sombra de ausência, num jardim chamado tempo que por nós passa;
é uma flor de espera que cresce e se instala e, trás nas pétalas um perfume a lembrança.
*
Saudade Silêncio e Sombra
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