Ao voltar para o seu mundo dos humanos, para casa e para o seu quarto no sótão da sua casa, o caleidoscópio acontecia com as mesmas imagens, cores e David continuava a sentir-se numa espiral, mas desta vez, ao invés de se sentir a descer, sentia-se a subi-la. Voltou a fechar os olhos tal como fizera quando fora parar a Karamin. Tinham sido imensas emoções. O cansaço começava a fazer-se sentir e ele sentia precisar de descansar.
sábado, 16 de julho de 2016
Pela Magia de Acreditar - 3ª Parte
Ao voltar para o seu mundo dos humanos, para casa e para o seu quarto no sótão da sua casa, o caleidoscópio acontecia com as mesmas imagens, cores e David continuava a sentir-se numa espiral, mas desta vez, ao invés de se sentir a descer, sentia-se a subi-la. Voltou a fechar os olhos tal como fizera quando fora parar a Karamin. Tinham sido imensas emoções. O cansaço começava a fazer-se sentir e ele sentia precisar de descansar.
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domingo, 12 de junho de 2016
Pela Magia de Acreditar - 2ª Parte
- David? Vamos agora? Vai ficar tarde e temos de ir. Há coisas para fazer enquanto é dia aqui e noite no mundo dos humanos comuns.
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segunda-feira, 6 de junho de 2016
Pela Magia de Acreditar - 1ª parte
Kiroan: Nome ninja de David. É por este nome que é tratado em Karamin.
Enquanto ouvia Lyra respirar profundamente, provando assim que não tardava muito a adormecer, David abria o seu livro.
Na primeira página havia, numa letra elegante mas com sinais de já ter sido escrita fazia muito tempo, uma frase simples: (Para quem acredita, qualquer fim é um ponto de começo.) E mais a baixo uma dedicatória feita com letra tremida, e com uma tinta diferente usada nas demais palavras: Para o verdadeiro Ninja que sei que és.
Como mais nada havia naquela página, atreveu-se a passar às próximas páginas. Registos de datas, nomes, locais e desenhos era tudo o que podia encontrar nas primeiras folhas que ia folheando. Intrigado com os desenhos estranhos que via mas não entendia, resolveu prosseguir. Haveria de com o decorrer da leitura, entender aqueles desenhos estranhos, porém nada feitos ao acaso. Mas a pergunta martelava-lhe na cabeça: quem seria o ninja para quem fora escrito aquele livro?
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sexta-feira, 27 de maio de 2016
A Fogo e a Tinta
Desenhei, por tantas vezes
imaginei ver chegar aqui.
Deixei que me escorresse dos dedos, a
tinta com que compus palavras que
pensei usar p’ra expressar todas as coisas que fora capaz de sentir até então.
Atrevi-me a ter coragem de planar sem medo
sobre a plenitude de ser. E fui – a mesma que
todos conheceram; a mesma que
a dor e a felicidade momentâneas obrigaram a crescer
de um dia para o outro; de
um ontem para hoje que o tempo não soube abrandar.
Hoje ainda não sei ao certo,
se as coisas, a serem de outra forma,
fariam de mim alguém tão diferente.
É que restaram-me tantos sonhos, tantas dúvidas e,
a pergunta de quantas feridas seriam precisas
p’ra não sentir mais a dor de não saber o que fazer,
com o fogo que ainda me queima, farto e lento no peito, e
com a tinta guardada para tantas linhas que não pudera até então
escrever.
Tenho agora medo que me seque a tinta com que escrevo.
Tenho ainda mais medo que se percam no tempo
todos os sonhos que trago comigo por realizar.
Tenho tanto medo que hoje já seja depois;
e então o fogo que me aquece se estinga, deixando-me ainda mais só,
do que só é a última palavra que tantas vezes
acabo por não dizer a quem,
a bem da verdade, não está para me ouvir.
Ah, mas não faz mal.
Ainda me resta a sisudez deste silêncio e,
o crepitar enérgico das chamas na lareira.
Hei de ver morrer a ultima chama e,
hei de ver nascer tanto amor – aquele amor
que será a razão e a tinta para que escreva mais um
ou mil poemas que atravessarão o tempo – o mesmo tempo que,
já sei, este fogo não gela e,
esta tinta destaca como um grito preso na garganta - um nó sufocante,
que o coração expulsa com o impulso de continuar a bater.
A fogo e a tinta – um ou mil versos
que em reversos mostram tudo aquilo que sou – a criança ou a mulher
que ainda espera pelo fim de uma solidão que teima em não se acabar.
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sexta-feira, 20 de maio de 2016
Pétalas ao Vento
Escrevo-te, meu amor, umas vezes porque sim,
e outras vezes porque sinto.
Por vezes lês-me em versos, outras vezes
lês-me em linhas dispersas, como pétalas soltas ao vento,
sem rumo, sem rima,
sem rasto que possa seguir a fim de me encontrar.
Tu não sabes, creio que nunca te o disse, mas
ainda moras nos meus segredos, e nos meus sonhos, e nos restos de mim
que ficaram espalhados pela casa, pela cama, pelo chão que não hás de pisar,
porque o teu rumo agora é outro, bem diferente do meu,
e o meu nome não é canção na tua boca,
e o meu corpo é esquecimento dentro do teu pensamento,
tal como tu ainda és lembrança dentro dos meus poemas,
dentro do coração vazio, que um dia foi o teu lugar.
Se algum dia meu amor, vires pétalas no teu jardim
iguais aos poemas que te escrevo, não as jogues fora.
Não fui eu que te as mandei, mas foi o vento que te as levou.
E o vento, tu sabes, é como o amor – livre, só faz o que quer.
Espera que voem, que partam e sejam canção na boca de quem as cante,
ou sejam flor noutros jardins onde o amor já caiu e secou
noutros outonos de outras vidas como a minha,
onde a esperança vem com o nascer do sol e com
a saudade que fica de tornar reais todos os sonhos
que o coração guarda com o mesmo amor que eu te guardei.
Adeus meu amor – está na hora de partires.
O vento chegou e já não és pétala guardada junto ao meu peito.
Já não canto o teu nome, porque já não és poema e,
as pétalas onde agora escrevo, são de flores
Que nascem no meu jardim já amanhã, com outra canção que nunca te disse mas,
trago comigo por inventar.
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