segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ironia

 

 

Sabes, o mais irónico nisto tudo, é que podia ter sido tudo diferente.

Podia ter dado certo. Podia ter sido único.

Podia ter sido amor. Um amor forte.

Um amor mais leal, mais amor.

Um amor mais nosso - tão nosso como nós.

 

Mas não foi amor.

Podia ter sido mas não foi, como te escrevo, amor.

Nem sei se paixão foi. Não sei o que foi.

 

Foi apenas um sentir,

uma espera que acabou, sem mesmo que esperássemos que acontecesse,

e um "podia ter sido, mas não foi", que hoje lembro,

entre 4 paredes e um punhado de tantas coisas que te guardei

por amor - um amor que podia ter sido tão nosso,

mas, tu sabes, não foi de nenhum de nós dois.

 

 

*

 

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Eu Hei de

 

 

Eu hei de falhar contigo muitas vezes. Mas hei de acertar contigo, ainda mais vezes.

Eu hei de odiar-te muitas vezes. Mas hei de amar-te mais vezes que as que te odeio.

Eu hei de esquecer-te muitas vezes. Mas

hei de lembrar-te muito mais vezes que as que te esqueço.

Eu hei de dizer-te muitas vezes que parto. Mas

mais serão as vezes que fico contigo.

 

E sei por isso, que te pertenço de todas as vezes que te quero.

E sei por isso, que amor é isto.

É que se o amor não é isto, eu não sei então o que é amor.

E se isto não é amor, então eu desconheço o que é amar.

 

 

*

 

 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Um Poema de Areia Para um Amor que o Mar Levou

 

 

Sabes,

já perdi a conta aos dias que me sentei aqui,

junto ao mar, na esperança de encontrar

a forma correta para que outra vida tome o lugar

disto a que chamámos de amor.

Mas, não sou tão boa nisto, como podes perceber.

Os versos e consequentes poemas são

mais que muitos e este, pode

ser só mais um que vou

enviar-te com a partida da próxima onda que

sai desta praia, já a seguir.

 

Sei que não lerás nada do que te escrevo,

mas, o vento sabe de todas as promessas

que te não fiz, e dos segredos que te não guardei e, isso é tudo…

É por isso que mais poema, menos poema,

que diferença faz?

Morrem todos no fundo do mar, sem norte, como

nós, que em terra,

ainda esperamos encontrar a praia prometida,

sabendo de antemão, que o tempo escasseia, como o amor e,

como a areia que se vai com o vento, apagando

assim as marcas do que sentimos, noutros dias de um outro então.

 

Já só cabe numa concha tudo aquilo

que partilhámos. E eu não

a levo comigo quando virar costas ao passado.

Vou deixá-la junto ao rebentar das ondas,

onde a espuma me condensa as lembranças, para as apagar logo depois, numa

tentativa de adeus, tão semelhante

ao adeus que nos dissemos, tão logo o sol se pôs.

 

Espera-me mais uma noite azul, escura,

como o escuro das sombras deste lugar.

Hei de procurar outra praia, mesmo que não

me seja prometida e, escrever outros

poemas que servirão p’ra contar outras coisas que

espero ter tempo de ver acontecer.

 

Hei de ter tantas mais noites como estas,

em que a solidão me faz companhia sem que me

exija algo em troca e as estrelas,

marquem presença pra me lembrar que:

outros tempos não são agora e,

este é só mais um poema de areia, para

um amor que o mar levou.

 

 

*

 

 

domingo, 20 de julho de 2014

Noite de Fados (10-05-2014) no Restaurante Adega do David

 

No dia 10 de maio de 2014, no restaurante Adega do David, aconteceu mais uma bonita noite de fados que, aqui no blogue relembro e também trago para vós, amigos e leitores, o vídeo.

Foi uma noite com muita alegria, convívio, muito bons sabores e, um leque variado de fadistas.

Fui convidada pelos amigos e proprietários: Manuela Cabrita e José Vicente, para esta que foi a minha segunda noite de fados. Tive o prazer de conhecer e atuar a par da fadista Alexandra Viana que é dona de uma voz fabulosa e um talento e simpatia indescritíveis.

 

E porque noites assim fazem-se com bons sabores, bom ambiente, e com um leque de fadistas variado, como podemos ver no vídeo, gostaria de dizer que, esta é mais uma noite para recordar e, repetir sempre que possível!

 

Todos os fadistas foram acompanhados pelos guitarristas: Albino Gonçalves na guitarra portuguesa e, Adelino Carreira na viola de fado.

Aos dois, o meu muito obrigada por cada dica, cada fado escolhido e sugerido, cada vitória alcançada.

 

O vídeo foi realizado e produzido por Artur Costa Pereira, a quem muito agradeço a dedicação, presença e o trabalho que teve!

 

Como sempre, toda a parte da roupa e visual é da responsabilidade da minha mãe, Carla Gomes, a quem não posso deixar de agradecer o carinho com que o faz e toda a ternurenta vaidade que tem comigo e com o que faço.

 

Aos proprietários: Manuela Cabrita e José Vicente, responsáveis pelos mais deliciosos sabores, bom ambiente e simpático staff, mais uma vez agradeço o convite e a aposta em mim!

 

Noite de fados, no dia 10-05-2014, no Restaurante Adega do David

 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Ninguém

 

 

Ninguém, de todas as que sinto,

mata ou, pode matar, as saudades que

de ti guardo.

 

Muitas, imensas,

fortes.

Saudades. Quantas…

Quantas

julgas que te tenho,

se te não tenho, para que

te as conte?

 

E ninguém. Ninguém

sabe do que sinto, se porque

não sabem, não minto, mas

sinto aquilo que não sabe ninguém.

Nem mesmo tu, por quem

trago em mim em segredo

o que sinto e, assim, dessas saudades,

só eu é que sei.

 

Sei. Sei que não sabes

mas julgas

Que sabes, das saudades minhas,

tão tuas como o meu ser.

 

Mas, se ser fosse saudade,

não morria…

 

Nem por ti, nem por ninguém.

 

 

*