quinta-feira, 25 de agosto de 2011

atitudes


O amor é uma das  respostas a uma existência plena,
Não é um objecto, nem algo que se roube, nem que se compre
É um estado interior de profunda sensibilidade face  a vida.
É um flash, é uma alegria contínua!
 É sempre aquela ofuscante luz de embalo,
Que Quando morrer a mente, para os preconceitos enganadores
E as mentiras omitidas na barra da consciência de cada um
Deixa-nos fortalecidos a viver, e ver que o que se faz pelo amor nada é imoral!
Amar, querer, e vencer…
Dar a vida pelo que se ama, até ao fim do final!

É a atitude do herói que ama sem limite…
Por toda a sofreguidão, combate e sobrevive…
Até ao fim das forças que o teimam em libertar,
Num tom aflito…
Mas não desiste…
Quer ir até ao fim da força das atitudes, que solene defende…
Numa exausta procura de amar… que o mantêm crente.

Fim.

por vontade própria


só! Só, mas com tempo!...
só...
 mesmo só...
Mais só que ontem...
Talvez Menos que à manhã...
Mais que o que mereço...
Menos da solidão que no fundo eu desconheço...
Mais cheia de nada ao mesmo tempo...
Menos ocupada por dentro...
Mais tempo para em tudo pensar...
Menos motivos para recusar o resto de companhia que fica a sobrar...
Mais tristeza sentida...
Menos paz conseguida...
Mais pensamentos vazios...
Menos sentimentos tardios...
Mais só que ontem!
Menos tempo portanto,
Mais nada me espanta...
Menos recordações para guardar...
Mais folhas de poemas para rasgar...
Menos amores a valer...
Mais tristeza sentida,
Menos indivíduos me acompanham na vida...
Mais voltam a cara sem dó...
Por tudo isto passo...
Mais um fim de ano só!...
Com a solidão no regaço.

Por minha vontade apenas passo,
Na displicência da introspecção já referida…
De que serve agora gritar?
Afinal, é só o fim da vida.
No ano que já o tempo leva…
Ficam as marcas do que já vivi de maneira circunspecta..
No meio da liberdade aprisionada, por entre castelos não existentes.
É só mais um ano que passa…
Mais uma crise da solidão tão furiosa!
Qual é que é a diferença do que existe na realidade,
Para aquilo que julgamos aver no imajinário?
É só o que resta do que somos na saudade…
É o que fica dos dias que já passamos,
E até riscamos, no passado do calendário!


Fim.

erros


Neste mundo, todos erram,
Todos dão um passo mal dado…
Até O mais verdadeiro juiz,
 Mesmo sem que o notemos, Ás vezes já tem dado.

Gostava de encontrar,
quem o erro não desse!
em tudo quanto fizesse…
e ninguém voltou atrás a emendar,
disso ninguém se pode orgulhar…
porque o erro em tudo encerra,
seja no céu, no mar ou na terra.
já errou a natureza,
por isso digo com firmeza:
neste mundo tudo erra!

Há quem tome a decisão,
para governar a sua vida
mas... com conta, peso e medida,
claro! isso ninguém tem à mão
ninguém tem a presunção,
de o risco nunca ter pisado
seja sábio ou letrado…
seja poeta ou doutor,
seja lá aquilo que for!
todos dão um passo mal dado!

Fim.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

quantas vezes

Quantas batalhas travei...
Em quantas delas não venci?
Foram tantas que nem sei...
Tantas batalhas que perdi.

Quantas barreiras saltei?
Quantas muralhas subi...
Foram infinitas talvez...
A sua conta já perdi.

Quantas feridas sarei..
. Por quantas delas sofri...
Por todas elas chorei...
Mas por elas não desisti.

Em quantas guerras lutei...
De quantas guerras mais fugi...
De todas elas me levantei, mas senti a dor quando caí.
Mais de mil noites em claro passei,
a embalar o resto que havia em mim...
A lamentar o que não dei,
e a recordar o que me deram no fim.

Com quantas marcas fiquei...
Quantas estão gravadas aqui...
Eu só sei que não as apaguei...
Tal como o tempo, não me apagou a mim.

Quantos abraços não abracei...
Quanto da vida eu perdi...
Foram tantos os sonhos que não sonhei...
Como quantos foram os poemas que não escrevi.

Quantas horas eu já passei...
A escrever sobre mim...
Foram tantas que não contei...
Porque de nada valem no fim.

Quantos dos medos sufoquei...
Por quantos deles me retraí...
Por quantos mais medos não avancei...
Porque medo dos medos eu senti.

Quantas portas eu não fechei...
Mas quantas me fecharam a mim...
Quantos desejos não desejei...
E quantos desejos aos outros cumpri.

Quantas vezes eu perdoei...
Quantas não me perdoaram a mim...
Já não interessa!
porque eu já ultrapassei...
E quem perdoa, ganha no fim!


fim.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

as saudades

...Quantas vezes…Eu quero falar...
e me calo,
Quero pensar… e não penso,
Quero olhar-te… e não te vejo,
Quantas vezes
te desejo beijar, e não posso...
Me apetece abraçar-te, num abraço nosso...
Vontade de afagar-te… e me fico...
Quantas vezes...
Procuro por ti na noite imensa,
Como alguém que tão só, se fica e pensa,
Naquele que ama sem ter medida…
Que quer tanto como a própria vida…
Que procura sempre com intensidade,
Por amar, com toda a verdade…

Quantas vezes, sei o que sei,
por não saber de ti.
Sinto o que sinto, sem saber se senti,
Quantas vezes,
Fico preza em mim, por não te ter no meu abraço…
O que faço eu sem ti?
Acho que sem ti, nada faço.

Quantas vezes, Me perco na agrura
de te não ter,
Provo na alma o fel, de não te tocar…
Sonho contigo ao adormecer,
E sei que te amo sem fim, ao te lembrar.

Nessas tantas vezes, As saudades matam-me de afectos,
Como espinhos de dor repletos,
Como estilhaços de cristais partidos,
em momentos de sonhos esquecidos,
Lembrados na ausência dos teus ternos beijos,
No calor da minha paixão, e no íntimo dos meus desejos.
(…)

fim

domingo, 17 de julho de 2011

divagando

 

Experiência, ódio e rancor,

ódio, rancor e experiência…

Ciência, ódio e terror,

morte, terror e ciência.

 

preguiça, sono e tristeza,

sono, tristeza e preguiça…

Nobreza, paz e justiça,

paz, justiça e nobreza…

Valor, triunfo e grandeza.

 

Triunfo, grandeza e valor,

pódio, alegria e vencedor…

Alegria, vencedor e pódio,

rancor, experiência e ódio,

experiência, ódio e rancor!

 

lacuna, espaço vazio,

espaço vazio, e lacuna…

Frio, maldade e fortuna.

Maldade, fortuna e frio,

falência, medo e arrepio...

Medo, arrepio e falência!

 

Sorrir, amor e conveniência,

conveniência, sorrir e amor…

Sorrir, espinhos e dor,

ódio, rancor e experiência!

 

Lucidez, cansaço e frescura,

cansaço, frescura e lucidez…

Fartura, miséria e embriaguez…

miséria, embriaguez e fartura!

 

humor, simpatia e finura,

simpatia, finura e humor…

Forte, imbecil e traidor,

imbecil, traidor e forte,

terror, ciência e morte…

Ciência, morte e terror!

 

bares, drogas e degradação,

drogas, degradação e bares…

Confusão, almoços e jantares,

almoços, jantares e confusão!

 

eminência, profeta e vilão,

profeta, vilão e eminência…

Terra, mundo e resistência,

mundo, resistência e terra,

crime, maldade e guerra…

Morte, terror e ciência!

 

                               Fim.                     

 

 Uma brincadeira de palavras…

 é como a descoberta da fórmula certa, para um alquimista das letras, dos versos, das rimas.

podemos multiplicar, somar, dividir, ou subtrair também na poesia. é preciso deixar a alma correr livre, soltar-se e criar.