quinta-feira, 25 de agosto de 2011

erros


Neste mundo, todos erram,
Todos dão um passo mal dado…
Até O mais verdadeiro juiz,
 Mesmo sem que o notemos, Ás vezes já tem dado.

Gostava de encontrar,
quem o erro não desse!
em tudo quanto fizesse…
e ninguém voltou atrás a emendar,
disso ninguém se pode orgulhar…
porque o erro em tudo encerra,
seja no céu, no mar ou na terra.
já errou a natureza,
por isso digo com firmeza:
neste mundo tudo erra!

Há quem tome a decisão,
para governar a sua vida
mas... com conta, peso e medida,
claro! isso ninguém tem à mão
ninguém tem a presunção,
de o risco nunca ter pisado
seja sábio ou letrado…
seja poeta ou doutor,
seja lá aquilo que for!
todos dão um passo mal dado!

Fim.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

quantas vezes

Quantas batalhas travei...
Em quantas delas não venci?
Foram tantas que nem sei...
Tantas batalhas que perdi.

Quantas barreiras saltei?
Quantas muralhas subi...
Foram infinitas talvez...
A sua conta já perdi.

Quantas feridas sarei..
. Por quantas delas sofri...
Por todas elas chorei...
Mas por elas não desisti.

Em quantas guerras lutei...
De quantas guerras mais fugi...
De todas elas me levantei, mas senti a dor quando caí.
Mais de mil noites em claro passei,
a embalar o resto que havia em mim...
A lamentar o que não dei,
e a recordar o que me deram no fim.

Com quantas marcas fiquei...
Quantas estão gravadas aqui...
Eu só sei que não as apaguei...
Tal como o tempo, não me apagou a mim.

Quantos abraços não abracei...
Quanto da vida eu perdi...
Foram tantos os sonhos que não sonhei...
Como quantos foram os poemas que não escrevi.

Quantas horas eu já passei...
A escrever sobre mim...
Foram tantas que não contei...
Porque de nada valem no fim.

Quantos dos medos sufoquei...
Por quantos deles me retraí...
Por quantos mais medos não avancei...
Porque medo dos medos eu senti.

Quantas portas eu não fechei...
Mas quantas me fecharam a mim...
Quantos desejos não desejei...
E quantos desejos aos outros cumpri.

Quantas vezes eu perdoei...
Quantas não me perdoaram a mim...
Já não interessa!
porque eu já ultrapassei...
E quem perdoa, ganha no fim!


fim.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

as saudades

...Quantas vezes…Eu quero falar...
e me calo,
Quero pensar… e não penso,
Quero olhar-te… e não te vejo,
Quantas vezes
te desejo beijar, e não posso...
Me apetece abraçar-te, num abraço nosso...
Vontade de afagar-te… e me fico...
Quantas vezes...
Procuro por ti na noite imensa,
Como alguém que tão só, se fica e pensa,
Naquele que ama sem ter medida…
Que quer tanto como a própria vida…
Que procura sempre com intensidade,
Por amar, com toda a verdade…

Quantas vezes, sei o que sei,
por não saber de ti.
Sinto o que sinto, sem saber se senti,
Quantas vezes,
Fico preza em mim, por não te ter no meu abraço…
O que faço eu sem ti?
Acho que sem ti, nada faço.

Quantas vezes, Me perco na agrura
de te não ter,
Provo na alma o fel, de não te tocar…
Sonho contigo ao adormecer,
E sei que te amo sem fim, ao te lembrar.

Nessas tantas vezes, As saudades matam-me de afectos,
Como espinhos de dor repletos,
Como estilhaços de cristais partidos,
em momentos de sonhos esquecidos,
Lembrados na ausência dos teus ternos beijos,
No calor da minha paixão, e no íntimo dos meus desejos.
(…)

fim

domingo, 17 de julho de 2011

divagando

 

Experiência, ódio e rancor,

ódio, rancor e experiência…

Ciência, ódio e terror,

morte, terror e ciência.

 

preguiça, sono e tristeza,

sono, tristeza e preguiça…

Nobreza, paz e justiça,

paz, justiça e nobreza…

Valor, triunfo e grandeza.

 

Triunfo, grandeza e valor,

pódio, alegria e vencedor…

Alegria, vencedor e pódio,

rancor, experiência e ódio,

experiência, ódio e rancor!

 

lacuna, espaço vazio,

espaço vazio, e lacuna…

Frio, maldade e fortuna.

Maldade, fortuna e frio,

falência, medo e arrepio...

Medo, arrepio e falência!

 

Sorrir, amor e conveniência,

conveniência, sorrir e amor…

Sorrir, espinhos e dor,

ódio, rancor e experiência!

 

Lucidez, cansaço e frescura,

cansaço, frescura e lucidez…

Fartura, miséria e embriaguez…

miséria, embriaguez e fartura!

 

humor, simpatia e finura,

simpatia, finura e humor…

Forte, imbecil e traidor,

imbecil, traidor e forte,

terror, ciência e morte…

Ciência, morte e terror!

 

bares, drogas e degradação,

drogas, degradação e bares…

Confusão, almoços e jantares,

almoços, jantares e confusão!

 

eminência, profeta e vilão,

profeta, vilão e eminência…

Terra, mundo e resistência,

mundo, resistência e terra,

crime, maldade e guerra…

Morte, terror e ciência!

 

                               Fim.                     

 

 Uma brincadeira de palavras…

 é como a descoberta da fórmula certa, para um alquimista das letras, dos versos, das rimas.

podemos multiplicar, somar, dividir, ou subtrair também na poesia. é preciso deixar a alma correr livre, soltar-se e criar.

sábado, 16 de julho de 2011

Sou o Que Sou

 

Sou a noite e o vento, que revira os teus sentidos.

Sou a sombra da certeza que te invade

e toca os teus medos mais escondidos.

Sou o lado mais deserto da tua alma em harmonia.

Sou o teu porto de abrigo;

lá tu, eu nem sabia!

 

Sou quem te traz e quem te leva, em braços por entre a tempestade.

Sou quem mais conhece de ti - a ferida da tua saudade.

Sou o teu diário escondido no meio do nada…

sou a linha do poema já feito… sou uma porta fechada.

Sou a letra da música que te embala os sentidos…

sou guerreira e defensora, dos teus sonhos proibidos.

Sou a sede  que te seca os lábios, cheios de vontades caladas…

sou o toque das essências que te envolvem, mais suaves e perfumadas.

Sou o telefone na tua agenda, e a carta esquecida de enviar…

sou papel de embrulho sem ter prenda…

sou laço solto, sem se enlaçar.

 

Sou a noite da tua consciência mais reprimida;

sou o tédio que te corta a postura.

Sou o pensamento do fim da tua vida,

e sou o pilar, da tua alma tão certa e segura.

Ao fim ao cabo, não sou mais do que o que sou…

não sou certo nem errado… não estou aqui nem noutro lado…

sou o tempo que acabou.

 

Sou a promessa deitada fora, sou a caneta que não tem tinta,

sou o que fica e não vai embora… e sou aquela que te faz a finta.

Sou o poema que não escreves, sou o livro que tu não lês…

sou o teu caso arrumado - eu sou o resto que tu não és.

Sou a insignificância da tua vida, sou o gesto da tua vontade.

Eu não sou mais do que o que queria, porque sou possuidora da tua verdade.

 

Não sou o dialeto da tua sabedoria,

nem a filosofia do teu viver…

mas sou a química que tu sentias,

e a história que pudeste querer.

 

*