domingo, 17 de julho de 2011

divagando

 

Experiência, ódio e rancor,

ódio, rancor e experiência…

Ciência, ódio e terror,

morte, terror e ciência.

 

preguiça, sono e tristeza,

sono, tristeza e preguiça…

Nobreza, paz e justiça,

paz, justiça e nobreza…

Valor, triunfo e grandeza.

 

Triunfo, grandeza e valor,

pódio, alegria e vencedor…

Alegria, vencedor e pódio,

rancor, experiência e ódio,

experiência, ódio e rancor!

 

lacuna, espaço vazio,

espaço vazio, e lacuna…

Frio, maldade e fortuna.

Maldade, fortuna e frio,

falência, medo e arrepio...

Medo, arrepio e falência!

 

Sorrir, amor e conveniência,

conveniência, sorrir e amor…

Sorrir, espinhos e dor,

ódio, rancor e experiência!

 

Lucidez, cansaço e frescura,

cansaço, frescura e lucidez…

Fartura, miséria e embriaguez…

miséria, embriaguez e fartura!

 

humor, simpatia e finura,

simpatia, finura e humor…

Forte, imbecil e traidor,

imbecil, traidor e forte,

terror, ciência e morte…

Ciência, morte e terror!

 

bares, drogas e degradação,

drogas, degradação e bares…

Confusão, almoços e jantares,

almoços, jantares e confusão!

 

eminência, profeta e vilão,

profeta, vilão e eminência…

Terra, mundo e resistência,

mundo, resistência e terra,

crime, maldade e guerra…

Morte, terror e ciência!

 

                               Fim.                     

 

 Uma brincadeira de palavras…

 é como a descoberta da fórmula certa, para um alquimista das letras, dos versos, das rimas.

podemos multiplicar, somar, dividir, ou subtrair também na poesia. é preciso deixar a alma correr livre, soltar-se e criar.

sábado, 16 de julho de 2011

Sou o Que Sou

 

Sou a noite e o vento, que revira os teus sentidos.

Sou a sombra da certeza que te invade

e toca os teus medos mais escondidos.

Sou o lado mais deserto da tua alma em harmonia.

Sou o teu porto de abrigo;

lá tu, eu nem sabia!

 

Sou quem te traz e quem te leva, em braços por entre a tempestade.

Sou quem mais conhece de ti - a ferida da tua saudade.

Sou o teu diário escondido no meio do nada…

sou a linha do poema já feito… sou uma porta fechada.

Sou a letra da música que te embala os sentidos…

sou guerreira e defensora, dos teus sonhos proibidos.

Sou a sede  que te seca os lábios, cheios de vontades caladas…

sou o toque das essências que te envolvem, mais suaves e perfumadas.

Sou o telefone na tua agenda, e a carta esquecida de enviar…

sou papel de embrulho sem ter prenda…

sou laço solto, sem se enlaçar.

 

Sou a noite da tua consciência mais reprimida;

sou o tédio que te corta a postura.

Sou o pensamento do fim da tua vida,

e sou o pilar, da tua alma tão certa e segura.

Ao fim ao cabo, não sou mais do que o que sou…

não sou certo nem errado… não estou aqui nem noutro lado…

sou o tempo que acabou.

 

Sou a promessa deitada fora, sou a caneta que não tem tinta,

sou o que fica e não vai embora… e sou aquela que te faz a finta.

Sou o poema que não escreves, sou o livro que tu não lês…

sou o teu caso arrumado - eu sou o resto que tu não és.

Sou a insignificância da tua vida, sou o gesto da tua vontade.

Eu não sou mais do que o que queria, porque sou possuidora da tua verdade.

 

Não sou o dialeto da tua sabedoria,

nem a filosofia do teu viver…

mas sou a química que tu sentias,

e a história que pudeste querer.

 

*