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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Promessas, Palavras e Instantes


Não queiras saber o que sinto, porque basta que sintas o que digo…
Não te faço promessas, que as palavras são
as mesmas, e os atos é que te vão bastar, acredita.

As loucuras a que nos damos, são só instantes, e no instante seguinte,
podemos ser céu que sem terra não é azul;
podemos ser fogo, que sem vida não aquece;
Podemos ser metades, sem um todo a que se dessem…

Mas sejamos então o que pudermos, sejamos então o que quisermos;
que na espera mora o desconhecido: o incerto que mata a chama dos que não se entregam;
o deserto que tira a força aos que não se amam.

                    *                  

sábado, 31 de agosto de 2013

Sonhos de Vidro


São, em mim, tantos sonhos de vidro.
Tenho-os, e quebram-se.
Deles, em mim, só restam cacos – restos e
feridas que, não saram,
nem com tempo, nem com vontade.
Nem com outros sonhos, nem com outras tantas
vidas.

Se em cada vida em que me findo,
cada sonho que tenho
não fosse de vidro,
os cacos que restam não haveriam,
E em vez deles, haveriam outros
sonhos, e outros vidros, e outras cicatrizes, mas desta vez,
eu sei, não me fariam chorar.

                    *                  

terça-feira, 13 de agosto de 2013

É Teu o Meu Coração

 

Nota:

Este poema “É Teu o Meu Coração”, foi escrito para um desafio colocado pela Escritora Conceição Sousa, na sua página do facebook: Livros de Conceição Sousa

Blogue da Escritora: www.conceicaosousa.blogspot.com

 

Muito obrigada, estimada Conceição, pela partilha e apreciação do meu trabalho, e pelas suas palavras, para mim, de muito valor!

 

 

*

 

É teu, amor, o coração que me

bate no peito e

que ouves chamar o teu nome, com voz de

saudade, com murmúrios de mar salgado.

 

É teu, amor, o coração que

te guarda e te leva no meu peito, através

das noites e dos dias perdidos,

que passo calada, na espera enlouquecida pelo

desespero de não ter o teu abraço.

 

É teu, amor, o coração que te guarda

nas noites frias e te embala, quando

te faltam os sonhos e os sorrisos que

me fazem amar-te, em cada verso que te escrevo.

 

É teu o meu coração, que se

não fosse teu, em mim, não haveria

razão para ser eu.

 

*

 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Fiz de Ti, Vida Minha


Fiz de ti a minha noite, o meu sonho,
o meu farol de luz.

Fiz de ti tudo o que podia fazer, porque era fácil
querer-te e na minha pele haviam rastos
teus e meus, e palavras que
trocámos quando fiz de ti tudo o que pude e
soube, vida minha que te
tive aqui, neste abraço quente de dois corpos com os nossos
nomes, que se amaram e que trocaram
beijos que me vão matar a sede,
quando já não puder fazer de ti aquela noite entre
as mil e uma noites, quando já não
puder cantar-te a canção entre as canções que
mais gostas e te embalam pela manhã,
sempre que gasto connosco todas as palavras de amor

que tu não ouves – é o grito que me escapa, depois
da saudade contida que fica aqui ao meu lado, no teu lado da cama

                    *                   

sábado, 3 de agosto de 2013

Chegar a Casa

 

Trazias contigo um cheiro a terra molhada

e a frescura da erva orvalhada pela manhã.

Nos teus olhos, haviam restos de uma vida já vivida e nos teus braços,

o despertar de uma vida ainda por viver.

 

Eu? Sei la…

escrevia-te poemas de versos soltos,

sem saber porque te os escrevia.

E tu sem

algum dia me dizeres ao que vinhas, ficaste,

e desde então, todos os dias o

cheiro da terra molhada mistura-se ao

cheiro quente do café e

nas gotas de orvalho, revejo todas as lágrimas que até aqui chorei

mas que já não choro mais,

porque os teus braços são o meu conforto…

e a erva

fresca onde, com um abraço

me deitas, é o meu chegar a casa

para sempre - enquanto puder ser.

 

*

 

domingo, 21 de julho de 2013

Depois da Escrita

 

Teci as horas e os dias com fios de esperas infindas.

Não tinha nada, nem tão pouco que me valesse

depois da escrita;

assim inventava poemas… pintava arco-íris,

enquanto atravessava mais um momento tão só comigo mesma, vencida pelo cansaço

de mais uma noite em claro, de mais

um sonho perdido, de mais um

abraço que não aconteceu, porque não ouve tempo

de se fazer sentir na verticalidade

de tudo o que até hoje vivi.

 

*

 

sábado, 6 de julho de 2013

A Borboleta

 

Tenho uma borboleta pequenina dentro do peito,

que voa, salta e sabe o que quer…

 

É só uma pequena borboleta

que tem a coragem de ser:

Uma borboleta pequenina que

vive dentro do meu coração.

 

É uma borboleta pequenina com asas de sonhos…

Oh! Não é ela.

Ela sou eu:

 

 A borboleta que se fez mulher, e que no meu peito se prendeu.

 

*

 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Poema de um Dia

 

(…) E depois do primeiro dia,

tu esperavas por mim, todos os dias,

e eu encontrava-te sem falta, dia após dia.

 

Tu esperavas, e eu ia.

 

Nós passávamos, juntos, todos os dias.

Dias que nada mais eram  do que testemunhas do que não éramos, mas um dia,

seríamos.

 

Só que um dia, começou a haver dias que tu já não esperavas, e

começou a haver dias que eu já não ia.

 

E depois, dia após dia, sem as tuas esperas e sem as minhas idas:

deixaram de haver os nossos dias (…)

 

E hoje somos eu, tu e os dias;

que agora passam serenos por nós,

que dispersos  nos lembramos

 

dos nossos dias; testemunhas de tudo o que fomos.

 

*